Inspeção obrigatória para motos

Motas passam a ter de ir à inspeção a 1 de janeiro de 2022

Inspeção obrigatória para motos

Inspeção obrigatória para motos. Motas passam a ter de ir à inspeção a 1 de janeiro de 2022.

O Automoveis-Online já tinha alertado para a possibilidade de a inspeção obrigatória para motos vir a ser uma realidade. Até porque este é um assunto que se tem vindo a discutir desde 2012 e a norma vai mesmo avançar, entrando em vigor a Janeiro de 2022. Quem o assegura é o Secretário de Estado das Infraestruturas, garantindo que o decreto-lei será aprovado pelo Governo em breve e adianta que a obrigatoriedade abrangerá veículos com 125 cc ou mais.

A inspeção obrigatória de motas com mais de 125 cc vai arrancar em janeiro de 2022, quando termina o prazo para a transposição da legislação europeia para Portugal, quase 10 anos depois de a medida ter sido aprovada pelo governo.

“A partir de 1 de janeiro de 2022 todas as motas de 125 centímetros cúbicos para cima passam a ter de ir à inspeção”. As palavras são do secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, em declarações ao “Jornal de Negócios”, esta segunda-feira.

O prazo para a transposição de uma diretiva europeia que determina a obrigatoriedade da inspeção termina a 31 de dezembro deste ano. Assim, a partir de 1 de janeiro de 2022, cerca de 450 mil motociclos vão ter de fazer inspeções periódicas obrigatórias. A legislação deixa de fora os veículos de duas rodas com 50 cc.

O decreto-lei está em circuito legislativo e vai ser aprovado em conselho de ministros em breve”, afiançou o secretário de Estado, em declarações ao mesmo jornal.

Esta alteração deverá entrar em vigor quase 10 anos depois de o governo de Passos Coelho ter aprovado, em decreto-lei, a inspeção obrigatória de motociclos, que incluía triciclos e quadriciclos com cilindrada superior a 250 cc.

Com o início da inspeção das motas à vista, os centros de inspeção, que investiram milhões de euros nos últimos anos para se prepararem para o processo, alertam, ao “Negócios“, que está em falta a classificação das deficiências e que faltam os cursos de qualificação dos inspetores.

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